A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Exumania



EXUMANIA

Tomamos a liberdade de separar um parágrafo de apresentação escrito por nosso irmão para que os leitores tenham condições de saber como o texto deve ser lido. Suprimimos também um parágrafo inicial que julgamos dispensável para nosso objetivo neste blog.

Umbandista – siga os ensinamentos de Paulo Apóstolo:

“Examinai tudo e retendes o que é bom!!”


Texto de autoria de Cláudio Zeus.

Antes ainda que leiam quaisquer de nossos textos é preciso que se diga que RACIOCÍNIO e MENTE ABERTA para isto são quesitos extremamente necessários, pois a defesa irracional e desmedida de qualquer princípio, apenas porque assim aprendemos e achamos que é como tem que ser, chama-se FANATISMO e isto não é positivo em qualquer crença já que nos bloqueia o raciocínio e nos impinge a aceitar somente o que aprendemos, na maior parte das vezes no "de boca em boca", tendo sofrido neste caminho, as mais diversas variações segundo as vontades dos que repassaram e dos que nos "ensinaram".

Achou alguma coisa que contradiz o que você aprendeu? Então pare, pense, repense, compare, chame lá de dentro de você mesmo uma coisa chamada RAZÃO e depois então monte sua própria conclusão.

Vamos ao texto do Cláudio:

Vamos ao nosso primeiro tema, já polêmico e desconcertante, a partir do momento em que por motivos de defesa do mito (até com certa razão) alguns passaram a criar defesas tão fantasiosas quanto contradicentes que, pelo que se observa, acabou criando um movimento que nós apelidamos de "EXUMANIA".

Observemos, navegando pelas Comunidades de Umbanda que entre um, dois ou cinco temas diferentes, sempre temas semelhantes aparecem em seguida abordando quase sempre as mesmas perguntas:

Quem é Exu? Exu é diabo? Exu é Orixá? Exu faz o bem e o mal? Mata-se para Exu na Umbanda? Exu dá e tira? Exu é catiço? Você mataria um bicho pra salvar uma vida humana?

Pode observar que os temas sobre Exus estão presentes sempre e em muito maior quantidade do que qualquer tema sobre Pretos Velhos, Caboclos, Crianças (esses sim os verdadeiros representantes da Umbanda no Brasil), sendo que esses três últimos, quando são evocados, pouquíssimas são as participações. Parece até que conhecer sobre Exus é conhecer Umbanda!

Mas por que essa atração por Exus e Pomba giras? O que essas entidades trazem consigo que tanta curiosidade e ao mesmo tempo tantas controvérsias criam? Você mesmo vai chegar à sua conclusão ao final desta matéria. Mas leia-a por completo para que esta conclusão e outras mais não pequem pela ausência de subsídios razoáveis.

Vamos "começar do começo" (redundância forçada) observando que quando não existia Umbanda no Brasil (antes de 15 de novembro de 1908) já existiam Caboclos e Pretos velhos que baixavam nas já famosas "macumbas cariocas" que já eram, em síntese, uma mistura de cultos. Só que neste período "baixavam", SEM LEI, SEM DOUTRINA, SEM OBJETIVOS MAIORES que não fossem o atendimento a algumas necessidades humanas imediatas em sua maior parte e, principalmente sem que se importassem de estarem fazendo um bem para alguém e/ou fazendo um mal para outrem por decorrência, sendo a maioria dos mesmos que assim se apresentavam, usados pelos humanos, tanto para bons procedimentos quanto para demandas.

Tudo indica que ainda no Plano Astral já haviam entidades que se importavam com isto e, segundo a história da criação da UMBANDA, essas entidades não encontravam campo para suas atuações positivas no meios desses cultos desorganizados e sem lei e por isto precisavam se reunir em grupamentos com leis e objetivos bem discriminados, o que as levou a iniciarem um movimento Astral que culminou na Criação da UMBANDA anunciada pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS. Pois muito bem. Paralelamente e até concomitantemente, existiam grupamentos mediúnicos que lidavam com entidades que se apresentavam como Exus num outro movimento espiritual que recebeu o nome (apelido*) de QUIMBANDA. Nesses grupamentos a "magia" era totalmente voltada para objetivos materiais e imediatos, com tentativas de alcance de objetivos, fosse por que meios fossem, na base da força e através de espíritos bastante "materializados" e normalmente "marginalizados" que não se importavam com o que deveriam fazer - faziam desde que lhes fossem pagos certos "presentes", dentre os quais o sangue sacrifícial de bodes, galos e até bois.

Numa análise rápida e superficial porque não nos interessa entrar muito por esta porta, isto era a QUIMBANDA no período em que a UMBANDA aconteceu e estava se firmando e assim eram os EXUS que se conhecia então - espíritos marginais, SEM LEI, que faziam qualquer coisa por trocas e presentes, bem semelhantes (mas nem de longe iguais) ao que seria o tal do diabo das religiões católicas.

Calminha aí os EXUMANÍACOS, porque estamos falando de um passado que deve ser conhecido, até para que entendamos o que são os EXUS DE UMBANDA nos dias de hoje.

Continuando ... Essas entidades eram tão perigosas por sua total marginalidade frente à evolução e a qualquer tipo de LEI ou DOUTRINA, que eram temidas, sabendo-se até mesmo de locais em que os médiuns eram acorrentados à parede, tal era o grau de selvageria e agressividade que lhes era peculiar quando "montados" por seus Exus.

É preciso que se explique bem e LOGO AQUI, que o termo KIUMBA, hoje tão usado, foi criado muito recentemente, na década de 60, se não me engano, pelo finado W.W. da Matta e Silva, no intento de diferenciar os Exus que já estavam vindo na Umbanda, dos Exus que ainda se mantinham SEM LEI, mas que esse termo é reconhecido apenas por nós - é uma classificação NOSSA - porque você nunca viu ou ouviu e nem ouvirá ou verá, qualquer entidade que se apresente selvagemente numa gira de desobsessão ou descarrego se apresentando como KIUMBA "X", KIUMBA "Y" e daí por diante. E se viu ou ouviu pode estar certo de que foi O MÉDIUM FALANDO PELA ENTIDADE e não esta em verdade!

Se voltarmos ao início da VERDADEIRA UMBANDA (a que foi criada em 1908 porque o que havia antes era qualquer coisa menos UMBANDA), um culto com claros objetivos de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DELES E NOSSA, ATRAVÉS DA CARIDADE, veremos até que Exus não eram permitidos a não ser em casos muito especiais e sempre sob comando de entidades espirituais que já tinham condições de serem UMBANDISTAS, o que não os impedia de tentarem ir se aproximando desse NOVO CULTO, como AUXILIARES, ao mesmo tempo em que iam aprendendo com os mais evoluídos (MAIS CONSCIENTES DAS "NOVAS" VERDADES ESPIRITUAIS) novas formas de comportamento e de visão da espiritualidade inclusive, tudo muito diferente do que conheciam nos grupamentos QUIMBANDISTAS de onde eram provenientes.

Também paralelamente ao MOVIMENTO UMBANDISTA ORIGINAL desenvolviam-se outros grupamentos mediúnicos mais abertos (se podemos dizer assim), menos rígidos nos controles às entidades e que passaram a se auto-rotular de Umbandas, APÓS TEREM CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DESSE CULTO, já que viram esse "direito" no fato de também darem passagem a Pretos Velhos e Caboclos (e só por isto já que as doutrinas e ritualísticas eram totalmente diferentes).

Esses, talvez por suas raízes africanas e o reconhecimento de um "orixá" de nome Exu em suas hostes, foram mais condescendentes em relação à participação dos Exus CATIÇOS (humanos desencarnados e não orixás) em seus terreiros, o que veio a confundir muito, nos dias de hoje, quando se tenta descobrir se os Exus sempre estiveram presentes na Umbanda ou se não!

A resposta certa para essa dúvida é NÃO! As falanges de Exus não faziam parte das falanges ou grupamentos espirituais que deram início à Umbanda Original no Brasil e sim de alguns cultos que se agregaram e se auto-rotularam UMBANDAS já no período em que ela ia crescendo em número de Tendas e ia se alastrando naquela velha forma deteriorante do "de boca em boca". Lembremo-nos que nessa época, nem o rádio existia no Brasil e jornais, uns poucos que muito certamente não contribuiriam com a divulgação de outro culto que não fosse o catolicismo, religião dominante nesse período. Foi somente em 1933 que foram publicados os primeiros artigos sobre Umbanda, escritos por Leal de Souza sob o título: "O Espiritismo e as Sete Linhas de Umbanda", mas quando vieram a público já haviam se criado muitas outras Umbandas, incluindo-se aí a criada pelo Caboclo Mirim, que em fundamentos e ritualística, muito já diferia do que fora proposto antes, exceto em seus objetivos principais (isto não é uma crítica e sim uma constatação e fatos).

Pois muito bem, o fato é que algumas entidades que pertenciam à Quimbanda em suas formas de Exus, foram, ao longo do tempo, adentrando às mais diversas Umbandas que se criaram então e, quando elas eram UMBANDAS DE VERDADE (as que mantinham o lema de trabalhar com espíritos para a caridade e a consequente evolução destes) eram doutrinados (recebiam controle e orientação sobre seus comportamentos e determinações sobre o que poderiam ou não poderiam fazer) e recebiam o título de "Exus Batizados na Lei de Umbanda" (batizados = iniciados na Lei) ou simplesmente "BATIZADOS" e, ao longo do tempo, eram considerados "COROADOS" aqueles espíritos que já tinham dado provas de que tinham aprendido a trabalhar segundo as Leis de Umbanda e nos quais se podia confiar como verdadeiros amigos.

Na fase anterior à de "BATIZADOS" recebiam o título de EXUS PAGÃOS, que seria o que hoje chamamos de KIUMBAS. Mas perceba bem que todos esses "títulos" lhes era dado por nós, os encarnados, porque eles todos sempre se apresentaram (e se apresentam ainda hoje) como Exus, fossem pagãos, batizados ou coroados.

Em Terreiros de UMBANDA DE VERDADE (pouco importando aí a raiz doutrinária desta Umbanda, se africana, kardequizada, católica, ameríndia etc.), quando Exu chegava era para TRABALHAR e sempre, como já disse, sob controle de entidades Chefes de Terreiro (Caboclos ou Pretos Velhos) que inclusive, em muitos casos, mesmo nas giras a eles dedicadas (quando existiam) mantinham-se em terra e determinavam qual Exu poderia falar com o público, qual não estava ainda preparado, o que poderiam fazer ou não e depois, na hora certa, os mandavam "subir".

Por que eu usei o termo UMBANDA DE VERDADE? Porque já haviam muitos Terreiros em que os Exus chegavam e, por suas capacidades de envolvimento psicológico, sempre com boas conversas, elogios aqui e ali, um abraço, um trabalhinho de auxílio muito bem feito acolá, iam paulatinamente, impondo seus ritmos e formas de trabalho a ponto de alguns Terreiros que continuaram se dizendo "de Umbanda" irem aumentando o número de Giras de Exus, diminuindo as de Pretos Velhos e Caboclos e chegarem a passar o COMANDO GERAL DE SUAS GIRAS a esses mesmos que deveriam estar ali para aprenderem com espíritos de maior conhecimento e evolução.

O que mais acontecia (e acontece até hoje) é que os ESPÍRITOS EXUS que assim procediam, vistos pelo prisma da UMBANDA DE VERDADE, não eram sequer COROADOS - no máximo BATIZADOS e com algum conhecimento dos princípios e objetivos Umbandistas, INDEPENDENTE do conhecimento que tinham sobre como desmanchar trabalhos ou fazê-los, sobre como influenciar o mental de pessoas sempre carentes, como incitar-lhes a FÉ neles mesmos (tudo aprendido ainda pelos lados da Quimbanda) e, como eram no máximo "BATIZADOS", mas não CONFIRMADOS (ou COROADOS) na Lei de Umbanda, continuavam, embora em menor escala, tanto ajudando quanto atrapalhando a vida alheia, como em casos, em que se criavam DEMANDAS entre Terreiros (não querem saber a verdade?), por exemplo, sempre comandadas pelo "Exu Tal" ou a "Pomba Gira Qual" que a exemplo dos "deuses" mitológicos, inclusive o bíblico Jeová em épocas mais remotas, eram invocados para guiarem seus "filhos de fé" contra outros "filhos de fé".

E como eu posso afirmar que esses Exus não eram CONFIRMADOS ou COROADOS?

O simples fato de saberem ser ESPÍRITOS AUXILIARES (que deveriam estar aprendendo mais) e envolverem os encarnados mais ingênuos até o ponto de lhes ser concedida a Chefia do Terreiro já nos demonstra isto, pois Exu COROADO (hoje também chamado GUARDIÃO) tem que saber muito bem o seu lugar dentro da UMBANDA e BATER CABEÇA para Pretos Velhos e Caboclos e nunca tentar fazer com que esses valores se invertam, porque aí o Terreiro já virou de QUIMBANDA, ainda que insistam em chamá-lo de "Umbanda" - verdade dura para muitos, eu sei. Mas VERDADE PURA!

Pois muito bem. Por toda essa história (que ainda foi muito superficial) dos Exus que vieram das Quimbandas, somando-se às lendas sobre o "Exu Orixá" dos cultos Nagôs que também auferiam a esse mito personalizado comportamentos nada adequados à civilização e ao que a sociedade compreendia e compreende como correto, tanto o "Exu Orixá" dos cultos afro, quanto o "Exu Catiço" das Quimbandas e Umbandas, foram assemelhados à figura também mitológica do diabo católico ... inclusive pelos próprios quimbandistas e muitos umbandistas (outra verdade dura) que parecem ter adorado usar essa imagens diabólicas que o comércio criou como de Exus em suas firmezas, tronqueiras, etc., o que corroborou ainda mais para a crença de que "EXU É O PRÓPRIO DIABO", crença esta que perdura e é incentivada e até aclamada por certos segmentos de certas ... "igrejas".

Com o ataque direto dessas "certas igrejas" ao mito Exu que se acentuou mais recentemente (desde a década de 70), impondo-lhes a culpa de todos os males da humanidade (Oh, Céus!), aconteceu uma reação por parte dos que vou chamar espiritualistas, exatamente em defesa do mito, o que seria até apreciável se esse movimento contra não extrapolasse e não começasse a atingir níveis fantasiosos e fanatizantes que, muito mais do que apenas defenderem e demonstrarem as incoerências, exageram e chegam a creditar a Exu (que em vários textos são confundidos - "Exu Orixá"/"Exu Catiço") até comandos da Natureza que nem aos ditos Orixás são dados. Em resumo, estão tentando, em muitas vezes, desqualificar as afirmações de que "Exu é o diabo" através de afirmações desprovidas de fundamento (por não conhecerem a verdadeira essência das falanges de Exus) e fantasias oníricas criadas por suas próprias mentes ou até mesmo por algum Exu apenas batizado que os acompanhe, intua e que se regozije com esses "NOVOS ATRIBUTOS" que estão usando para enaltecê-lo(s), ou seja, muita incoerência para combater incoerências.

E mais incoerências ainda vemos, quando no meio desses mesmos que afirmam que EXU NÃO É O DIABO, há os que ainda mantém em suas tronqueiras e até em uns certos lugares que não pretendo citar agora, onde lhes vão render homenagens diversos Terreiros, AS MESMAS IMAGENS DEMONÍACAS criadas há dezenas de anos atrás para representarem quem...? OS EXUS!

A mania de Exus (ou EXUMANIA) vem crescendo tanto em função dessas "maravilhas" que agora lhes estão creditando, que encontramos até pessoas que deveriam ser mais espertas pelo nível cultural que demonstram, mas que são capazes de afirmar, com todas as letras, que os Exus são entidades em evolução (até aí tudo bem) em nível até superior ao dos Pretos e Caboclos, o que só pode acontecer ou ser verdade se os Pretos e Caboclos a que se referem forem tão Exus quanto os que, mais honestamente, se apresentam como tal - mais uma verdade dura que muitos insistem em não ver - fato este muito comum nas Quimbandas (mesmo as que se rotulam de umbandas), onde quem manda é Exu.

O pouco conhecimento sobre a essência das falanges de Exus (e os excessos de fantasias e "mistérios" que se divulgam) faz com que alguns afirmem (ora vejam só) que estando frente a frente com um Tranca Ruas, por exemplo, logicamente estão frente a um guardião, o que pode ser a maior das inverdades. Esquecem-se (ou nunca souberam pela pouca informação que têm nesse sentido) que os Exus batizados e os pagãos (kiumbas) também se apresentam com os mesmos nomes (Tranca Ruas, Tiriri, Marabô, etc.), não sendo o nome de falange qualquer segurança que garanta estar-se falando com um coroado.

E aí ... como Exu virou chamariz até mesmo para giras de terreiros que pretendem medir seus potenciais pelo número de assistentes que lota suas dependências (pobres cegos, guias de cegos), pipocam no mercado, além das imagens diabólicas que demonstram que Exu não é diabo (?), cursos e mais cursos sobre "o mistério" Exu, que só virou mistério mesmo pra incentivar a curiosidade dos iniciantes.

Há pouco tivemos acesso a um texto de um certo autor que diz ter psicografado uma mensagem de um certo Exu que, entre outros exageros, chega a afirmar em um trecho de "sua fala": "Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-se...Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas humanas... Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força...."

Sem pretender "espichar assunto", só pela possibilidade de uma ENTIDADE (UM ESPÍRITO como qualquer outro) ter tentado sugerir as possibilidades acima, já poderíamos dispensar até "DEUS" de seus atributos, já que se as partículas atômicas são mantidas em coesão pela força de UM ESPÍRITO (o tal "Exu" psicógrafo), provavelmente também foi ele quem criou e mantém o Universo.

Mais incrível ainda do que o fato de um Exu poder ter dito isto realmente (afinal seria um Exu, envolvente como a maioria deles, não se sabendo se pagão ou batizado, porque um coroado não cometeria este desatino), é o fato de as pessoas que leram não perceberem a incoerência (esta e outras). Isso se deve especificamente ao grau de envolvimento e encantamento que adquiriram, tanto com essa entidades quanto com as fantasias que se criam diuturnamente sobre "seus poderes", "suas forças", "seus direitos de julgar e penalizar" e um outro tanto de lendas que alardeiam por aí afora.

O que a EXUMANIA está criando?

Seguidores encantados, embevecidos por lendas e fanatizados que, além de não compreenderem as verdadeiras funções dos Exus na UMBANDA (provavelmente porque quem lhes ensinou também não sabia), ainda acham que, apenas por estarem frequentando este ou aquele grupamento espiritual, o Exu que aparece por meio de suas mediunidades TEM QUE SER UM COROADO! Mas nem querem saber que foram muito e muitos antes deles que assim pensando, hoje PAGAM DÍZIMOS por terem tido suas vidas viradas "de ponta cabeça".

Hoje (como antes também) vemos alguns ditos "umbandistas" que acreditam que todo espírito que vem na banda é de Umbanda e, portanto, é um ILUMINADO. Mas se são, pergunto eu, porque teriam que EVOLUIR através da CARIDADE, se vemos claramente que os que não mais precisam são poucos, pouco vêm nas bandas e quando vêm têm comportamentos totalmente diferentes da grande maioria? Será que nossos Terreiros são mesmo esse "chão de estrelas" que muitos julgam ser? Ou serão verdadeiramente "TRAMPOLINS" PARA A EVOLUÇÃO ATRAVÉS DA PRÁTICA DA CARIDADE?

E mais: Será que os "iluminados" têm mesmo que ficar alardeando "suas luzes" e "poderes" (ou pseudo-poderes) como o fito de impressionar as mentes mais necessitadas de tantas fantasias?

O que a EXUMANIA está criando?

"Experts" em Exus e ignorantes em Pretos Velhos, Caboclos, Crianças que volto a afirmar NÃO SÃO ERÊS, mesmo que muitos assim os chamem. E prova disto está na quantidade de tópicos que se abrem sobre Exus, sempre com participações maciças em todas as comunidades do Orkut, por exemplo, e quase nenhuma sobre Pretos Velhos, Caboclos... E mesmo quando são abertos, muito poucos são os que se aventuram a dar seus pitacos.

Por que?

Em primeiro lugar pelo fato dessas entidades não serem tão "envolventes" (tão malandras, em outras palavras) e sim, muito mais sérias em seus comportamentos e ensinamentos - isso não agrada a todos!

Em segundo lugar, que acaba sendo uma decorrência do primeiro, a essas entidades quase não se homenageiam com lendas e pseudo-poderes magísticos, já que aprenderam a trabalhar "na surdina" e sem alardes. São apenas os trabalhadores sérios que não se coadunam com determinados tipos de comportamentos e "idéias", não os incitam e até os combatem quando necessário (estou falando de Caboclos e Pretos Velhos DE LEI e não os que são tão Exus quanto qualquer outro e como eles agem).

Por não serem tão "envolventes" quanto os Exus; por não haver nenhuma lenda que os coloque como "agentes controladores da Natureza e até do universo" (como no caso do "Exu" citado antes); por não poderem ser confundidos quase que sempre com o MITO EXU ORIXÁ dos Candomblés porque são reconhecidamente ESPÍRITOS (o que o pessoal parece não querer ver no caso de Exus); porque são sérios demais em suas determinações ainda que pratiquem um sorrisinho aqui e outro ali, naturalmente não despertam tanta curiosidade na aprendizagem do que gostariam e poderiam ensinar, o que se pode perceber claramente ao visitarmos Terreiros e observarmos a diferença de quantidade de PÚBLICO E DE MÉDIUNS que frequentam Giras de Exus e Giras de Velhos e Caboclos numa grande maioria de Terreiros.

Ainda "girando" pelas Comunidades, vemos aqui e ali o uso daquela velha "frase clichê", o tal de "Orai e Vigiai". Mas o que estamos observando, tendo como um dos exemplos essa EXUMANIA, não é bem isto não - o VIGIAI está muito longe de ser compreendido!

A propósito. Você que nos lê, já observou como cresce o número de "EX"?

Entenda quem quiser e, principalmente quem PUDER!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Na Verdade Quem Faz o Mal?

           
            Nas lides de um terreiro de Umbanda, há uma linha de trabalho muito pouco entendida até os dias de hoje. É a linha dos Exus e Pomba Giras que pejorativamente receberam a alcunha de “demônios” ou daqueles que são os responsáveis diretos por toda prática do mal.

        O termo “demônio” é vocabulário milenar. Na Grécia Antiga encontramos seu significado a traduzir-se por “Gênio” ou “Espírito”. Portanto, Exu e Pomba Gira são Espíritos em evolução e buscam essa evolução com a consciência desperta através das experiências próprias.

         Assim, como todas as demais Entidades que militam na Egrégora da Umbanda essa linha de trabalho tem funções específicas a exercer. E embora as tenha devem ser recebidos nas sessões em que trabalham a olhos vistos dos filhos do terreiro e da assistência com o mesmo respeito das demais entidades das outras linhas.

         Muitos nem se apercebem que os trabalhos de um Exu e de uma Pomba Gira são constantes, começando bem antes de uma sessão ou gira, continuando durante a mesma e se prolongando após encerramento das atividades do plano material.

         Ser responsável pela segurança de um terreiro e dos filhos do mesmo é tarefa que requer muita destreza porque muitos filhos quando dão expansão as suas tendências sempre alegam que é por conta da energia dessas Entidades que possuem ao seu lado e esquecem que o livre-arbítrio é patrimônio de todos.

         Nunca um Exu ou Pomba Gira irá agir indo de encontro a Lei ou desrespeitando o livre-arbítrio de quem quer que seja!

         Nunca irão praticar o mal se estão numa linha de frente para combatê-lo como uma grande polícia de choque neutralizando as investidas das trevas na luz. Sim,  meus amigos!  Exu  é um ponto de luz nas trevas!

         E quantas trevas eles ainda tem que combater?

         Isso sem falar nas trevas da ignorância que existe em muitas mentes humanas que sem conhecerem, alegam que por nós fazermos parte da esquerda somos maus.

         Somos à esquerda, sim! Isso sem sombra de dúvida. Porém esse fato não nos torna menores e nem piores. Quando me refiro à esquerda quero que fique bem claro que essa polaridade é a contrapartida da direita. Só para dar um exemplo:  que seria do pólo positivo sem o   negativo    no  campo da eletricidade? Sabe o que aconteceria? Não existiria corrente elétrica para gerar energia meus filhos!

         Portanto, Exu e Pomba Gira são à esquerda no trabalho da direita.

         Há entidades que tentam enganar os filhos de fé se passando por esses trabalhadores? Há sim! Esses são os chamados quiumbas que acostumados a determinados despachos que recebem buscam se envolver com todos os assuntos para garantir a manutenção dos seus desejos. Esses estarão sempre à disposição da sua clientela, porque para eles nada mais existe a não ser um negócio que a primeira vista pode parecer rentoso e prazeroso, porém que a médio e longo prazo trará conseqüências funestas para ambas às partes.

         Então meus filhos entendam de uma vez por todas que Exu e Pombagira no trabalho de Umbanda não faz o mal! Procurem compreender essa linha de trabalho e se tiverem a oportunidade escutem o conselho desses guardiões. Com certeza muitos de vocês vão se espantar com a resposta que irão receber.

         Laroyê Exu e Pomba Gira! Exu e Pomba Gira é Mojubá!


Maria Padilha das 7 Encruzilhadas!
“E então meu filho em qual Encruzilhada iremos nos encontrar?”
“Em qual delas vou te buscar?”

Mensagem recebida por Mãe Luzia Nascimento em 02 de setembro de 2006,
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda
(Terreiro Filiado ao Centro Espiritualista Caboclo Pery)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hoje é Dia de Santo Antônio - Dia de Exu na Umbanda - Dia 13 de Junho





“Fala em línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o testemunho que devemos dar o favor de Cristo, a saber, humildade, pobreza, paciência e obediência. Quando os outros virem em nós estas virtudes, estaremos nós falando a eles. Nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala. Eu vos conjuro, pois, deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações fala! Nossa vida está tão cheia de belas palavras e tão vazia de boas obras”.
(Santo Antõnio)


Santo Antônio de Pádua, ou Santo Antônio de Lisboa, porque nasceu na cidade de Lisboa, em Portugal, e desencarnou, em Pádua, na Itália.

Santo que seguiu os passos do Mestre Jesus e exemplificou suas palavras de forma humilde e fiel. Discípulo de São Francisco de Assis, abdicou da sua herança e viveu para defender os pobres e deserdados, pregador incansável do Evangelho. Amante da natureza e da solidão. Pode-se observar seus diálogos com a natureza e os animais em seu “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”.

Procurava meditar e orar em lugares afastados, onde não houvesse o barulho das cidades. E, em uma dessas meditações, recebeu a visita do Menino Jesus. Por tal fato, sua imagem o representa com Jesus criança em seus braços. A imagem ainda apresenta lírios brancos, que representam a nobreza e a virtude desse valoroso servidor da Palavra Divina enquanto andou por essa Terra.

Com relação à devoção a Santo Antônio, encontramos no Brasil a tradição de, no dia 13 de junho, distribuir pão, que deve ser guardado nas residências, a fim de assegurar o alimento a todos que nela residem; a devoção mensal no dia 13, a “trezena”; pedidos para encontrar objetos perdidos, da mesma forma que São Longuinho; e as promessas feitas para se conseguir casamentos, além da comemoração das festas juninas, onde se utilizam muitas cantigas que louvam seu nome.

Falando um pouco sobre sua vida, nasceu em Lisboa, no ano de 1192, sendo batizado com o nome de Fernando. Ingressou no mosteiro de São Vicente de Fora dos Agostinianos aos 15 anos de idade, e pelo exemplo dos franciscanos, decidiu trocar seu nome para Antônio, sendo aceito na Ordem Franciscana, no ano de 1208, quando renunciou à herança paterna e seus títulos nobiliários, e recolheu-se no mosteiro de São Vicente, localizado nos arredores da cidade de Lisboa.

Em 1219, ordenou-se sacerdote, permanecendo no eremitério de Montepaulo, na comarca da Romagna, quando teve início a passagem mais significativa de Santo Antônio como pregador da palavra do Evangelho.

Em 1230, com a saúde debilitada, frei Antônio retirou-se para uma localidade perto de Pádua, já com a saúde debilitada pelo exercício constante do apostolado de Jesus, com constantes jejuns e penitências, quando se recolheu El Camposampiero, no convento eremitério de Arcela, perto do castelo de um amigo seu. Em 1231, pregou em Pádua a famosa Quaresma, que é considerada por muitos como o momento de refundação da cidade, com multidões sendo convertidas e realizando prodígios.

Em 13 de junho de 1231, Frei Antônio com a idade de 39 anos, desencarnou. Teve seu corpo sepultado na igreja do convento dos frades menores de Santa Maria de Pádua.

Em maio de 1232, um ano após sua morte, o Papa Gregório IX inscreveu o nome de Antônio no catálogo dos Santos.Em 1946, Pio XIII declarou Santo Antônio Doutor da Igreja, com o Título de “Doutor Evangélico”.


Um Pouco mais de Santo Antônio:

Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.

Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades.

Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.

O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.

Sal da terra e luz do mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos mais populares do mundo.

Em sua companhia, procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor para com os mais pobres e uma esperança inabalável na Divina Providência.

Conhecido, carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem que as simpatias evocadas em seu nome dão certo.

Santo Antônio sempre foi circundado por uma aura sobrenatural – mesmo em vida já era considerado santo pelos milagres realizados através de suas orações e pedidos em que Deus se manifestou:

– Santo Antônio teve uma infância sem muitas emoções, mas uma passagem foi interessante.

Conta-se que seu pai, Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um dia, levou o filho com ele. Que magnífica colheita aquele ano! Pena, porém, que insaciáveis bandos de pássaros descessem continuamente para bicar os grãos de trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho tinha de providenciar um guardião. Enquanto procurava um, encarregou o garoto de manter longe os pequenos ladrões. O pai se foi e Fernando permaneceu correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração. Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos: não podia desobedecer. Depois de um átimo de incerteza, gritou aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro de uma sala da fazenda. Aqueles, obedientes, nela entraram chilreando. Quando todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor. Já entardecia quando o pai, retornando, veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto na prece. Fernando se assustou um tanto, mas tomou o pai pelas mãos e o conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos do espaço.


Frases de Santo Antônio

"Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs."

"É viva a Palavra quando são as obras que falam."

"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes."

"Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua alma."

"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."

"Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós."

"Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."

"Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo."

"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa".

Na Umbanda, Santo Antônio é considerado Santo de Exu.

É também conhecido como Santo Antônio de Pemba.

Esse fato remonta à época da escravidão quando os escravos deveriam orar e professar a crença nas capelas erigidas nas fazendas dos donos de engenho e, para preservarem seu culto ancestral aos orixás, adotaram os santos para com eles sincretizarem, em virtude de suas semelhanças.

Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiro porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.

Santo Antônio sempre foi considerado como mensageiro do Evangelho de Jesus, e segundo a tradição que persiste no tempo, nos guia os passos no bom caminho. Por isso, atua também com Exu, agente, guardião e senhor do destino e dos caminhos dos indivíduos.

Santo Antônio é Santo de Lisboa, de Batalha, de Pemba, é Santo trabalhador, conforme se observa nos pontos cantados na Umbanda, onde se louva seu nome.


“Santo Antônio de Lisboa, olha pro mundo como está.
Quem antes me abraçava e me beijava, agora quer me apunhalar.
Oh, saravá seu cordão preto, minha Santo Antônio que eu sou filho seu
Oh, livrai-me dos inimigos, minha Santo Antônio, pelo amor de Deus...”


“Santo Antônio de Pemba, segura seus filhos, segura o Congá
Eu sou filho de Pemba, eu não posso cair, eu não posso tombar.
Ah, como caminhou, pemba,
Ah, como caminhou, pemba.
Santo Antônio de Pemba, como caminhou...”



Autor: Lara Lannes
Equipe Genuína Umbanda
www.genuinaumbanda.com.br
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Ouça os Pontos de Linha de Esquerda da Umbanda

"Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações "

Allan Kardec

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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Saravá

Estrela de Davi - Dois triângulos sobrepostos, reunidos formando um hexagrama simbolizam a harmonia entre os dois opostos. O resgate e a ascensão de todas as almas rumo à espiritualidade. Pois em verdade aquele que se encontra em grau mais alto possui um correspondente em grau mais baixo. Esta simbologia refere-se ainda, à não estaticidade da evolução, pois não existem dores e tampouco infernos eternos, uma vez que, se a evolução é infinita, aquele que se situa no ponto mais alto, ao evoluir, leva consigo todo sistema, sendo que o que está no grau mais baixo, por sintonia, também subirá. Saravá o Astral Maior!

SARAVÁ!
SA = Força, Senhor RA = Reinar, Movimento VÁ = Natureza, Energia.
Saravá significa então a força que movimenta a natureza. Saravá também pode significar "Salve" ou "Viva". Na Umbanda, Saravá também é utilizada como uma saudação possuindo o sentido de "Salve sua força!", da força de Deus e da natureza que estão dentro da pessoa, como no mantra indiano namastê, que significa: o Deus que tem dentro de mim, saúda o deus que tem dentro de você. Saravá!