A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Melhor Livro Sobre Umbanda: História da Umbanda - Uma Religião Brasileira - Autor: Alexandre Cumino


O tempo é muito limitante, mas quando lemos algo com real prazer, conseguimos horas, que passam céleres, para absorvermos e vivermos junto com as palavras grafadas de livros escritos com a alma.

Esse é um magnífico trabalho de revisão bibliográfica, onde o autor não se perde nenhuma só vez, não se distrai ao mostrar os dados históricos, e ao mesmo tempo denota-se a dedicação, a entrega, a obstinação em cumprir a missão, que ao nosso ver, foi atingida com êxito total.

Digo que foi um ato de entrega e disciplina, pelo rigor que emerge página a página, a começar mesmo pela dedicatória:


“Dedico este livro a todos os umbandistas que vão além do simples freqüentar ou praticar Umbanda, que estudam e se dedicam, de corpo, mente e espírito à Religião de Umbanda. A estes que afirmam de coração. Sou umbandista!”

Curiosamente, o que primeiramente atraiu fortemente foram os anexos, onde se iniciam pela história do Sr. Zélio de Moraes, aquela já conhecida por todos nós, acrescida do tempero de informações inéditas, segue com a verdadeira saga que foi a vida de Leal de Souza, depoimento de Pai Ronaldo Linhares, que conheceu pessoalmente o Sr. Zélio, e por aí vai… Permitam-me copiar um pequeno trecho de texto de Capitão Pessoa, texto esse até em então desconhecido por mim, chamado “O pastor da Umbanda”:


“…Foi ele (o caboclo das Sete Encruzilhadas), quem provocando uma guerra com os espíritos das trevas, diretamente interessados com a implantação dos trabalhos de magia negra, não vacilou um só momento em seguir o programa traçado e arrebanhando as suas ovelhas – verdadeiro Pastor de Umbanda- vai continuando a sua obra de propagação com as constantes inaugurações de Tendas, que filiadas ou não à Tenda N.S.da Piedade, são realmente suas, estão queiram ou não queiram os seus organizadores, debaixo de sua orientação espiritual.”

Não são ricas informações?

Mas, continuando, o anexo 7 traz um questionamento muito interessante. “O Espiritismo é uma religião?”. O que vocês acham ? Garanto que é muito interessante! E quando fala da conexão de Chico Xavier e a Umbanda. Chico! É um texto delicioso primoroso! Vamos relembrar um trecho que ali consta, do livro:


“Brasil, Pátria do Evangelho, Coração do Mundo”, psicografia do espírito Humberto de Campos, através de Chico, com prefácio de Emanuel: “ …A realidade é que, considerada ás vezes como excessivamente conservadora, pela inquietação do século, a respeitável e antiga instituição é, até hoje, a depositária e diretora de todas as atividades evangélicas da pátria do Cruzeiro. Todos os grupos doutrinários, ainda os que se lhe conservam infensos, ou indiferentes, estão ligados a ela por laços indissolúveis no mundo espiritual. Todos os espiritistas do país se lhe reúnem pelas mais sacrossantas afinidades sentimentais na obra comum, e os seus ascendentes têm ligações no plano invisível com as mais obscuras tendas de caridade, onde entidades humildes, de antigos africanos, procuram fazer o bem aos seus semelhantes.”

Para Chico, todo aquele que crê nas manifestações espíritas é espírita. E assim declarou: “…Pelo que estamos entendendo, os umbandistas crêem nas manifestações, logo são espíritas”. Como foi feliz, o nosso autor, nesse anexo sobre Chico!

No Anexo 9 temos um questionamento se a Umbanda foi fundada ou anunciada, e o autor relata que a mesma foi uma manifestação necessária, e ressalta que nenhuma outra entidade realizou o que o Caboclo Sete Encruzilhadas fez, pois foi feito com Ordem Superior, ocorreu desta forma um duplo assentamento, na Terra e no Astral, num texto muito bonito, simples e claro.

Vocês sabiam que Kimbanda é diferente de Quimbanda? Eu desconhecia o fato, e achei interessantíssimo o relato do anexo 10 a respeito.

Voltando ao texto principal, temos na introdução algo muito certo: a Umbanda é um organismo vivo e complexo, e é necessário ao ler livros como esse, esvaziar totalmente a xícara e lê-lo isento de pré-conceitos.

Muito bom, quando fala das origens da Umbanda, do Caboclo Sete Encruzilhadas que todos conhecemos e não cansamos de ler sua história, sobre o 1º Congresso de Espiritismo de Umbanda (em vários capítulos citado, estudado e colocado sob diversas luzes), e entre estes tópicos reescritos, outros que são de lavra rara, como trechos escritos da Revista Espírita de outubro de 1861, publicado por Allan Kardec, de seu dialogo com um antigo escravo africano chamado Pai Cesar. Outro parágrafo cita que os indígenas já conheciam um local chamado Aruanda, e como foi absorvida a palavra Jurema como um local no astral de onde provêm os Caboclos.

Ao expor sobre a Magia da Umbanda, que é matéria recorrente em todo o texto, o faz com elegância, evitando colocar os autores sobre o alvo de críticas, mesmo aqueles sabidamente mais polêmicos. A sobriedade é pautada, mesmo nos comentários sobre o grande amigo e companheiro Rubens Saraceni. Discreto sem ser formal em excesso, alimentando com combustíveis mágicos a leitura progressiva e constante. Não se pode deixar de pinçar uma primorosa frase de Rubens, sobre as diferentes formas de interpretar os mistérios de Deus, em todas as manifestações de Umbanda: “..A Umbanda possui esta flexibilidade; ela não impõe…. Ali está uma boa parte dos fundamentos da Umbanda, seu ritual é aberto ao aperfeiçoamento constante….E por que isso? Simples: tudo o que as granes religiões castram nos seus fiéis, o ritual umbandista incentiva nas pessoas que dele (o ritual) se aproximam...

E que peculiar diversidade nos traz de seu estudo sobre a origem da palavra Umbanda? Quantas e quantas explicações, sintetizadas, ao nosso ver humilde, de um magistral objetivo: “Manifestação do espírito para a caridade”.

E sobre a Umbanda-religião? Mais dezenas de páginas magníficas, laureadas pelo depoimento igualmente magnífico de Leonardo Cunha dos Santos, bisneto do Sr. Zélio de Moraes parafraseando-o: “Se um centro de Umbanda cobrar, coloque os dois pés para trás e saia correndo, isso não é Umbanda!”

Aprendemos ainda em outro capítulo que Emanuel Zespo seria o pseudônimo do Professor Paulo Menezes, filho de Leopoldo Betiol, umbandista das primeiras luzes, e escreveu “Codificação da Umbanda” um livro que já não é publicado, raro, exótico, informativo e altamente polêmico…Mas comentado aqui, de forma serena e disciplinada como tudo mais.

E podemos dizer, para que todos fiquem bem curiosos, que há uma riqueza de fotos raras, antigas e novas, um acervo que por si já é um presente, nem vou descrevê-las, para que fiquem com bastante vontade de vê-las!

E vamos lendo, fluindo através das páginas, e vemos um estudo criterioso, estatístico da dificuldade inicial da implantação da Umbanda, num Brasil que a perseguia, mas mesmo assim, floresceu. Depois, inexplicavelmente houve um declínio progressivo, onde predominava a literatura espírita ou esotérica e sobre a Umbanda só havia alguns poucos livros, não muito bem redigidos, com pontos, orações, receitas populares. Dos anos 90 em diante, alguns fatores determinaram o renascer da Umbanda, entre eles a nova literatura, que copiando exatamente Alexandre Cumino : “falando linguagem simples, sem perder a profundidade em seus conceitos, surgirá também em romances umbandistas”. A partir dos romances de Rubens Saraceni, Cumino ainda continua, o modelo foi copiado e difundido e daí foram se avolumando os novos adeptos.

Logo no início, citamos que há muitos dados sobre o Congresso de Espiritismo de Umbanda. Queremos ressaltar que neste livro também se encontram informações sobre o 2º e 3º Congresso, o que significa para nós umbandistas uma valiosíssima fonte de informações. Mas temos de deixar aqui algumas pérolas, como as declarações de Cavalcanti Bandeira, preocupado com a permanência e sobrevivência da Umbanda como religião sistematizada . Através das palavras de Bandeira, ele cita Lourenço Braga:


“Se a Umbanda fosse unificada, isto é, se todos trabalhassem nos mesmos dias, nas mesmas horas, da mesma forma, com o mesmo ritual, com os mesmos pontos riscados e com os mesmos pontos cantados, seriam os resultados de efeitos maravilhosos, seria uma sinfonia perfeita de vibrações harmoniosas, cujas conseqüências, para os filhos da terra, seriam surpreendentes e repletas de benefícios; devemos trabalhar para o progresso da Umbanda, mas de uma Umbanda como deve ser: isenta de materialidade, de ignorância, de atraso, de práticas condenadas pelo bom senso. Deve ser pura, elevada e evolucionista. Quanto se atinge um certo grau de progresso espiritual, não é admissível retroagir.”

Vamos apenas fazer uma ressalva própria, nada tem a ver com o estilo de Alexandre Cumino, que prima por ser apenas um historiador perfeito. Lourenço Braga escreveu inspiradamente, mas no entanto, quando delineou as Sete linhas por eles estudadas, já diferenciou-se de Leal de Souza (quem mais próximo estava do Caboclo das Sete Encruzilhadas e de Zélio), e inseriu a LINHA DO ORIENTE, enquanto eu também juntou em uma única linha a Linha de Santo com a Linha de Oxalá…, e colocou todos os Exus na Lei da Quimbanda. Porém, nada somos, em fomentar comentários menos bons ou contraditórios, e ficaremos neste tema por aqui.

Sobre Tancredo e Byron, da Umbanda Omolokô temos a oportunidade de ler transcritos seus, primorosos, como a lenda da origem da Pemba e seu uso mágico, e outras histórias contadas de forma leve e fácil entendimento.

Ainda sobre o recente aumento de adeptos à religião de Umbanda, Alexandre Cumino ainda cita reedições de Pai Ronaldo Linares, Diamantino Trindade, Wagner Veneziani Costa, Robson Pinheiro, Norberto Peixoto, Leni Saviski, Iassan Ayporê Pery, entre outros.

Voltando no tempo, mostra um capitulo somente com as pesquisas dos cientistas sociais ao longo dos anos, como Nina Rodrigues, Arthur Ramos, Roger Bastide, Cândido Procópio, Diana Brown, Renato Ortis e outros, com muitas páginas escritas com seus pensamentos.

Para finalizar estas palavras, que espero sejam benéficas ao autor, porque todo o livro, cada pagina dele, me fez bem, me fez pensar, gostaria de chamar atenção para a coragem demonstrada por Alexandre Cumino no término do livro, no capítulo chamado “Crítica de fora”, onde coloca o pensamento exato dos cientistas sociais, e inicia com uma crítica severa do espírito Ramatis no livro “Missão do Espiritismo”. Mas este mesmo Ramatis, psicografado na época por Hercílio Maes, que de certa forma é irreconhecível para quem hoje lê suas obras através de Norberto Peixoto, no meio da crítica ferrenha, eis que Cumino acha uma frase fenomenal, intensa e verdadeira, com a qual gostaria também de fechar este texto, antes desejando muita Luz e Paz a todos.


“Indubitavelmente, a Umbanda, como seita, ainda não passa de uma aspiração religiosa, mas buscando sinceramente uma forma de elevada representação no mundo. Não apresenta uma unidade doutrinária e ritualística conveniente, porque todo “terreiro” adota um modo particular de operar(…).

Apesar dessa aparência doutrinária heterogênea, existe uma estrutura básica e fundamental que sustenta a integridade da Umbanda, assim como um edifício sob a mais flagrante anarquia dos seus moradores mantém-se indestrutível pela garantia do arcabouço de aço!

Da mesma forma, o edifício da Umbanda, na Terra, continua indeformável em suas “linhas mestras””. (grifos nossos)


Por Alex de Oxóssi

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Entidades Ciganas na Umbanda


 

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

 

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

 

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Ezekiel, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

 

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em  qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

 

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

 

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.


Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!

Símbolos Ciganos

TAÇA– simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.

CHAVE– simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.

ÂNCORA– simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.

FERRADURA– simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.

LUA– simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.

MOEDA– simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.

PUNHAL– simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.

TREVO– simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.

RODA– simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.

CORUJA– simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.

Oração a Santa Sara

Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.

Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.

Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida.  Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Por Mãe Mônica Caraccio

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Qual a Melhor Religião?



A Humanidade caminha para a Nova Era e muitas mudanças estão sendo processadas e assimiladas; todavia temos séculos de condicionamentos que precisam ser modificados. Um desses condicionamentos diz respeito ao fato da importância que a sociedade onde estamos inseridos, ainda dá para a questão dos “rótulos” (qual seu nível de instrução, sua profissão, sua classe econômica, sua religião…). E, a propósito: qual é a melhor religião? Num Congresso sobre religião e paz entre os povos, Leonardo Boff fez esta pergunta ao Dalai Lama e a resposta foi: “A melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”. De pessoa tão sábia, não poderíamos esperar melhor resposta, pois independente do nome, o objetivo de qualquer religião é o “religare”, estabelecer a ligação com a Fonte da Vida.

Devemos sempre lembrar que fazemos parte de uma “grande teia”, de uma rede planetária, de um mundo onde tudo afeta a todos; a lei da física que fala sobre Ação e Reação, faz parte de todo tipo de relação que se possa estabelecer, inclusive e principalmente, das relações com os nossos semelhantes. Então, com certeza, “a melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”, por isso, o que realmente importa não é o “rótulo”, mas nossos atos, pensamentos e ações no dia-a-dia, com a família, com os amigos, com as pessoas que trabalham conosco, pois se eles forem bons, trarão bons resultados e farão com que nos sintamos bem, com que sejamos melhores. A melhor religião é aquela que se escolhe, que nos faz melhores, que nos deixa felizes e convictos de que estamos aqui para aprender, para ensinar, para nos aperfeiçoar.

Religião ainda é um tema que aflige muitas pessoas, e faz com muitas outras se coloquem numa posição de “defensores da verdade”, pregando uma determinada “igreja” como a única detentora da verdade. O que devemos ter sempre em mente, longe de aflições e sem radicalismos, é que sempre estamos na presença de Deus e que os planos espirituais mais elevados não estão afastados no espaço, mas que estão em nós mesmos. É em nós que a voz de Deus ressoa sempre e, se não ouvimos Sua voz, nem percebemos Sua luz, talvez seja porque estamos completamente absorvidos em nós mesmos e nos aturdimos com nosso próprio ruído. Toda pessoa que aspira à paz espiritual não deve se deixar arrastar pelo caos do dia-a-dia e nem se afetar pelas questões dos “rótulos”; melhor se retirar de vez em quando e ir de encontro a si mesma, estabelecendo dentro de si um centro de equilíbrio e paz, praticando o “religare” e ouvindo aquela “voz interior” que fluirá, trazendo-lhe Luz e serenidade a partir do encontro com mundos superiores.

A religiosidade sempre foi um caminho que permitiu à Humanidade escapar das penúrias da vida terrestre, de suas limitações, da sensação de incapacidade, da sensação de ter poderes que não podia expressar e dos desenganos que continuamente se apresentavam na vida. Neste processo de religação, este foi sempre um meio eficiente de aprender logo as lições que a dor e as tristezas ensinavam e de nos recolher em nosso interior, nos afastando deles para o cerne da realidade. Agruras da vida são excelentes professores, mas evoluímos e sabemos que “não há mal que sempre dure” e que podemos viver bem e felizes nos distanciando de todas as dificuldades; não nos protegemos do que é ruim resistindo, pois a resistência intensifica a vibração negativa s sim nos distanciando até que sejam meras projeções no tempo e no espaço. Portanto a “melhor religião” é aquela que nos permite deixar de olhar a multiplicidade de sombras e encarar a Luz única e esta grande ‘conversão’ se consegue por meio da meditação. Devemos seguir nosso caminho até o verdadeiro centro de nosso ser e nesse lugar encontraremos a luz eterna brilhando, a paz que é inalterável e que está além de toda compreensão e a nossa Religião.

Se necessitarmos um maior incentivo, o encontraremos no conceito de que “a melhor religião” é aquela que nos faz melhores; que só poderemos ensinar a outros o caminho da libertação quando nós mesmos o tenhamos encontrado e definido, quando nós mesmos tivermos encontrado e cruzado o portal. Então poderemos guiar a nossos irmãos, mas não antes; e não para uma determinada religião, mas sim para que ele defina a sua. Se observarmos os olhos dos grandes seres do mundo, veremos neles uma serenidade, uma felicidade e uma calma que nada pode perturbar; eles encontraram a sua religião e as intempéries desta vida não lhes alcançam pessoalmente, por muito que se compadeçam dos outros. Eles conduzem pelo Amor à Vida e pelo exemplo de vida.

Sejamos Budistas, Espíritas, Taoistas, Católicos, Evangélicos, Xamanistas, Andinos, Umbandistas, da Fraternidade… a importância não está no rótulo, mas naquilo que acreditamos e praticamos; “alteridade” é um conceito que deve ser praticado cada vez mais, pois o respeito ás diferenças nos acresce, nos harmoniza, nos coloca em freqüência com a Luz que ilumina o Universo e nos conduz. A melhor religião é aquela que fala ao nosso “coração” e que permite estabelecer um canal com tudo que vibra positivamente nesta imensa “teia da vida”.


Fonte: http://www.3milenio.inf.br/
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Ouça os Pontos de Linha de Esquerda da Umbanda

"Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações "

Allan Kardec

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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Saravá

Estrela de Davi - Dois triângulos sobrepostos, reunidos formando um hexagrama simbolizam a harmonia entre os dois opostos. O resgate e a ascensão de todas as almas rumo à espiritualidade. Pois em verdade aquele que se encontra em grau mais alto possui um correspondente em grau mais baixo. Esta simbologia refere-se ainda, à não estaticidade da evolução, pois não existem dores e tampouco infernos eternos, uma vez que, se a evolução é infinita, aquele que se situa no ponto mais alto, ao evoluir, leva consigo todo sistema, sendo que o que está no grau mais baixo, por sintonia, também subirá. Saravá o Astral Maior!

SARAVÁ!
SA = Força, Senhor RA = Reinar, Movimento VÁ = Natureza, Energia.
Saravá significa então a força que movimenta a natureza. Saravá também pode significar "Salve" ou "Viva". Na Umbanda, Saravá também é utilizada como uma saudação possuindo o sentido de "Salve sua força!", da força de Deus e da natureza que estão dentro da pessoa, como no mantra indiano namastê, que significa: o Deus que tem dentro de mim, saúda o deus que tem dentro de você. Saravá!