A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Linhas dos Protetores da Umbanda



Além dos Guias de Umbanda, comparecem aos templos outras entidades em busca de evolução espiritual. São conhecidos como "Protetores da Umbanda". São os Protetores que auxiliam aos nossos Guias nos trabalhos que desenvolvem em nossos templos.

Os protetores são espíritos em evolução e muito se assemelham a nós do plano material, ou seja, estamos praticamente no mesmo degrau de evolução espiritual. Esses protetores são conhecidos como: marinheiros, baianos e boiadeiros. Os protetores ajudam aos seguidores da Umbanda em praticamente tudo o que for permitido por Deus fazer. 
Normalmente nos dão conselhos de grande valor, desmancham trabalhos pesados, descarregam terreiros e seus médiuns, descarregam seguidores do templo, etc. Os protetores trabalham dentro de uma determinada vibração, visando sempre a prática da caridade.

Praticamente cabe aos protetores da Umbanda a manutenção da lei e da ordem nas portas dos templos.  Ao lado das falanges de Ogum e outros Orixás, esses amigos espirituais ajudam a guardar a porta dos templos contra o astral inferior, que se pudessem invadir os nossos templos e destruir tudo o que encontrassem, eles o fariam.  São espíritos menos evoluídos, mas isso não os desmerecme. Muito ao contrário. Devido à grande dedicação aos trabalhos que realizam, acabaram por receber do seguidor umbandista um grande respeito.
São respeitados da mesma forma que nossos Guias. A Linha dos Boiadeiros como exemplo, devido à potente vibração que deles provém quando incorporados, fez com que viesse a serem respeitados como os Caboclos de nossa Umbanda, sendo comum ouvir o termo "Caboclo Boiadeiro" para designá-los. Esse termo "Caboclo" inspira no meio umbandista um respeito muito grande.

Os Boiadeiros, devido à sua peculiar tarefa de descarregar terreiros ou pessoas, fizeram com que a cada dia viessem a angariar um respeito maior, sendo que conhecemos terreiros chefiados por Boiadeiros e eram templos sérios, de tremenda vibração positiva.

Os Marinheiros também conseguiram esse mesmo respeito, já que também assim procedem, porém, são mais brincalhões e comunicativos, mas desenvolvem seus trabalhos com a mesma seriedade.

Os Baianos mostraram-se grandes amigos e companheiros nos momentos mais difíceis de nossas vidas e acreditamos que devido a essa particularidade, os Baianos são os mais assediados e explorados por seguidores do culto. Todos eles sejam Boiadeiros, Marinheiros ou Baianos são nossos irmãos verdadeiros, jamais nos enganam, jamais nos traem, jamais nos desamparam.
        
Fonte: http://www.nuss.com.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Linha de Boiadeiros por um Boiadeiro



Boiadeiros são entidades fortes em sua vibração. Gostam de dançar, e na dança, mostrar sua grandeza.

Montado no lombo de um cavalo ou boi pastávamos não só os animais, mas ao som do berrante era possível berrar ao Pai Criador que olhasse por nós.

Eu fui peão, cuidei de muitas fazendas e deixei muitos fazendeiros ricos, estranhamente não respingava no meu bolso a pataca que no deles enchia. Tampouco me queixava disso, afinal, não saberia viver com luxo, gostava mesmo da rede amarrada no batente da simples varanda, ali eu podia descansar meus ossos.

Pra que se tenha mais entendimento, nós somos os verdadeiros sertanejos, aqueles que vivem na ferida do Brasil, é uma chaga que não se fecha e com o andar da carruagem periga que esta chaga tome o corpo todo desta terra varonil.

Não vou ficar a falar de minha pessoa e nem desta realidade brasileira, vou logo palestrar sobre nós como amigos trabalhadores do mundo invisível.

Parece que a linha dos boiadeiros é nova, mas não é não. Já manifestávamos em terreiros, tendas e barracões de muitas variantes do culto afro. No Catimbó é mais notável nossa presença.

Quando começou o movimento Umbanda no Astral é que nos organizamos e aguardamos a oportunidade de aparição dos terreiros deste culto. Assim foi ocorrendo de forma regional até que nos alastramos por todos terreiros de Umbanda.

Mas engana-se aquele que hoje pensa que esta linha de trabalho é composta por homens e mulheres da terra. Nem todos, aqui tem uma mistura grande.

Também tem o machista que prega não existir mulher na linha boiadeiros, então o que faríamos com as amazonas? Ou tantas "Marias Bonitas" que guerrilharam por uma vida melhor???

Outro tanto de companheiros nesta linha são ex-Exus, ou seja, espíritos que atuaram no Grau Exu, lá nas esferas mais baixas e que após receber a graça de se graduar na luz tem que passar por uma linha transitória. Eis a chave do nosso "mistério". Boiadeiro enquanto Grau é um Grau de transição para espíritos que aguardam seu alocamento mais definitivo.

Neste período vamos trabalhando na Lei, colocando ordem na fronteira do meio fio entre luz e trevas, já esta tênue linha existe dentro de cada um de nós, logo a oportunidade de trabalhar a ordem na fronteira, nos nossos semelhantes encarnados e desencarnados é a forma que o Criador achou para que nós pudéssemos fortalecer a ordem dentro de nós mesmo.

Com nosso laço, visto pelos clarividentes, este serve para buscar os zombeteiros e perturbadores. Nossa corda é infinitamente "elástica" e de onde estivermos se localizarmos um ponto negativo e um perturbador, dali lançamos o laço e no laço quebramos o mal.

Somos comumente chamados nos terreiros para limpeza pesada, pois somos mesmo aquele que retira a carga pesada, quando batemos nosso pé e gritamos nosso boi, não sobra mal algum em nosso redor.

Por fim nosso arquétipo é o sertanejo, o brasileiro do sertão, quer seja o guerrilheiro lampião ou o tocador de gado. No entanto nem todos foram assim. Vou tocando meu gado por aqui e desejo que o Criador lhe ilumine.

Por Boiadeiro Lage Grande

*O nome Laje é uma denotação de pedra, então fatalmente é um caboclo boiadeiro que atua na regência de Sango (Xangô), o Laje Grande, é oriundo do candomblé da nação ketu, e migrado para a Umbanda, é um caboclo muito robusto, uma irradiação pesada e tem como maior especialidade o descarrego espiritual do ambiente, exímios "doutrinadores de “eguns" assim como os Exus, muitas vezes trabalham em conjunto para afastar eguns ou outros espíritos de baixo teor vibracional.

Fonte: http://paiantoniodexango.ning.com
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Ouça os Pontos de Linha de Esquerda da Umbanda

"Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações "

Allan Kardec

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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Saravá

Estrela de Davi - Dois triângulos sobrepostos, reunidos formando um hexagrama simbolizam a harmonia entre os dois opostos. O resgate e a ascensão de todas as almas rumo à espiritualidade. Pois em verdade aquele que se encontra em grau mais alto possui um correspondente em grau mais baixo. Esta simbologia refere-se ainda, à não estaticidade da evolução, pois não existem dores e tampouco infernos eternos, uma vez que, se a evolução é infinita, aquele que se situa no ponto mais alto, ao evoluir, leva consigo todo sistema, sendo que o que está no grau mais baixo, por sintonia, também subirá. Saravá o Astral Maior!

SARAVÁ!
SA = Força, Senhor RA = Reinar, Movimento VÁ = Natureza, Energia.
Saravá significa então a força que movimenta a natureza. Saravá também pode significar "Salve" ou "Viva". Na Umbanda, Saravá também é utilizada como uma saudação possuindo o sentido de "Salve sua força!", da força de Deus e da natureza que estão dentro da pessoa, como no mantra indiano namastê, que significa: o Deus que tem dentro de mim, saúda o deus que tem dentro de você. Saravá!